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Fábio Teixeira distinguido com Prémio Mantero Belard

Projeto coordenado pelo investigador do ICVS e da Escola de Medicina garantiu o prémio atribuído pela Santa Casa daMisericórdia de Lisboa. A equipa pretende desenvolver novas estratégias para melhorar a qualidade de vida para os doentes de Parkinson.

 

Uma equipa do ICVS e da Escola de Medicina é a galardoada deste ano do Prémio Mantero Belard, um dos dois prémios atribuídos pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa para promover a investigação na área das Neurociências. O projeto, coordenado por Fábio Teixeira,recebe assim 200 mil euros para apoiar o trabalho, cujo objetivo é intervir na progressão da doença, de forma a proteger os neurónios dopaminérgicos, e atrasar assim, o seu processo degenerativo – com vista à melhora da qualidadede vida dos doentes de Parkinson.

 

“O principal objetivo é desenvolvermos uma estratégia que possa atuar na doença em termos de progressão. A maioria dos tratamentos que temos disponíveis foca-se sobretudo no alívio dos défices motores.Com esta estratégia nós queremos ir mais além. Queremos tentar modular a progressão da doença”, explica Fábio Teixeira. “Em vez de só nos debruçarmos sobre a principal consequência da doença – a baixa produção e perda de um neurotransmissor, a dopamina -, queremos ver se conseguimos agir também na população neuronal. E se conseguirmos proteger a população afetada do processode generativo, possivelmente poderemos dar, no futuro, uma melhor qualidade de vida aos doentes, pelo atraso na introdução de múltiplas terapêuticas ou permitir um reajuste das doses terapêuticas”, destaca o investigador.

 

O Prémio Mantero Belard, no valor de 200 mil euros, recai no âmbito das doenças neurodegenerativas associadas ao envelhecimento, como a Doença de Parkinson, que é o foco do presente projeto.Este prémio, tem assim, por objetivo possibilitar o desenvolvimento de novas estratégias no tratamento e restabelecimento das funções neurológicas, assim como, promover a reabilitação dos indivíduos afetados, reduzindo, de forma significativa, os défices motores e fisiológicos que lhes estão associadas.

 

A Escola de Medicina e o ICVS tinham vencido, nos últimos dois anos, o Prémio Santa Casa Neurociências, neste caso,o Prémio Melo e Castro – Nuno Sousa em 2018 e António Salgado em 2017. Esta é a primeira distinção no Prémio Mantero Belard para a Universidade do Minho. “Receber este prémio é uma honra e um privilégio, tendo em conta o prestígio que o Prémio Mantero Belard representa, sendo para nós o reconhecimento do trabalho de investigação que temos vindo a desenvolver ao longo de todos estes anos”,conclui o coordenador do projeto vencedor.

 

A doença de Parkinson é a segunda maior doença degenerativa no mundo, afetando cerca de dez milhões de pessoas, sendo mais prevalente com o avançar da idade (apenas 5% dos casos surgem antes dos 40 anos). Esta doença neurodegenerativa surge como consequência da redução dos níveis de dopamina (um mensageiro químico cerebral envolvido no movimento), em consequência da morte das células cerebrais (neurónios dopaminérgicos) que a produzem.Os sintomas mais visíveis são os tremores nos membros inferiores ou superiores.

 

Os Prémios Santa Casa Neurociências representam um apoio anual de 400 mil euros nesta área de investigação, com o objetivo de promover duas grandes áreas de atuação: a recuperação de lesões vertebro-medulares e o acompanhamento de idosos com demências de origem neurodegenerativa.


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