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Science & Society | News | Patrícia Maciel, investigadora do ICVS, recebeu uma bolsa do Departamento de Defesa dos EUA

Patrícia Maciel, investigadora do ICVS, recebeu uma bolsa do Departamento de Defesa dos EUA

Patrícia Maciel vai testar um novo medicamento – NLX-112 – na doença de Machado-Joseph, à qual tem dedicado grande parte do seu trabalho de pesquisa. A bolsa, de quase 800 mil euros, tem a duração de três anos.
A investigadora da Universidade do Minho, Patrícia Maciel, recebeu uma bolsa de cerca de 785 mil euros do Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América para testar um novo medicamento que pretende melhorar a condição da doença de Machado-Joseph. O NLX-112, o nome técnico do medicamento em estudo, será testado na Universidade do Minho, através do uso de modelos animais, estando já numa fase adiantada do processo.

“O nosso trabalho indica que se apontarmos a serotonina, um neurotransmissor do cérebro, como alvo podemos melhorar a condição de um ratinho transgénico que expresse a mutação da doença de Machado-Joseph. O NLX-112 é potencialmente ativo no sistema da serotonina e antecipamos que mostrará atividade promissora no modelo de ratinho”, explica Patrícia Maciel, investigadora da Escola de Medicina da Universidade do Minho e do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS).

Esta fase do projeto, além de envolver a equipa de Patrícia Maciel, é feito em colaboração com a Neurolixis, uma empresa de biotecnologia norte-americana que desenvolve terapias para doenças do sistema nervoso central. Adrian Newman-Tancredi, investigador da Neurolixis, refere que “se os efeitos do NLX-112 em ratinhos transgénicos com mutação da doença de Machado-Joseph forem favoráveis, a potencial utilidade do medicamento pode ser estendida ao tratamento desta doença”.

Esta doença rara e neurodegenerativa provoca descoordenação motora nos seus pacientes, não havendo cura, nem qualquer tratamento aprovado. A doença de Machado-Joseph é caracterizada por alguma atrofia nos membros ou dificuldades na fala e a engolir. Os sintomas podem começar na adolescência, piorando ao longo do tempo e conduzindo a uma eventual paralisia total.


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