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Investigadores do ICVS identificam biomarcadores que poderão ser usados na personalização do tratamento de cancro de cabeça e pescoço

O projeto coordenado por Rui Manuel Reis, investigador do ICVS e professor da Escola de Medicina, veio propor que será possível personalizar o tratamento de pacientes com cancro de cabeça e pescoço. Sendo esta uma patologia em que cerca de 60% dos pacientes não obtêm respostas positivas ao tratamento atual.

Até hoje a terapia molecular dirigida, menos citotóxica do que a quimioterapia convencional, e mais promissora para estes pacientes é o cetuximab, inibidor da proteína EGFR. No entanto, é sabido que a resposta a este tipo de fármacos é tanto mais eficaz quanto mais biomarcadores preditivos se identificam, uma vez que existirão pacientes que não responderão à terapia e precisam de ser identificados. Em cancro de cabeça e pescoço não se conhecem os biomarcadores indicadores de resposta ou resistência à terapia com cetuximab.

Após alguns anos de pesquisa, investigadores do Hospital de Amor no Brasil juntamente com os investigadores do ICVS Rui M. Reis e Olga Martinho, estabeleceram modelos in vitro de resistência ao cetuximab. “Fomos aplicando doses pequenas do fármaco de maneira a que as células se tornassem resistentes a este para, posteriormente, analisarmos as diferenças moleculares entre entres células tumorais sensíveis e resistentes.” descreve Rui M. Reis, coordenador do projeto.

O estudo teve como objetivo identificar “biomarcadores associados à resistência ao cetuximab, o que permitirá futuramente não só estratificar pacientes consoante a sua capacidade de resposta ao fármaco, mas também propor terapias combinadas para reverter a resistência nos pacientes que à partida não responderão. Isso só é possível com estudos de caracterização molecular de larga escala, como a que foi feita neste trabalho” explica Olga Martinho, investigadora do ICVS.

Este projeto, publicado na revista Cells, resulta de uma longa parceria entre instituições e investigadores do Hospital de Amor, anteriormente conhecido como Hospital do Câncer de Barretos,e do ICVS da Escola de Medicina da Universidade do Minho. A investigação passará agora para a fase de ensaios in vivo e tenciona, eventualmente, realizar ensaios clínicos.

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